Tomaticultura em cultivo protegido

Seja de mesa ou de indústria, o tomate é um fruto que tem ampla participação na vida dos brasileiros. Se alimentar dele se trata de um costume nacional que vai desde o consumo in natura na salada até produtos derivados dele como o molho de tomate e ketchup.

O Brasil está entre os 10 países de maior produção de tomate de acordo com FAO, 2014. A safra de 2017 gerou aproximadamente 3,8 milhões de toneladas do fruto de acordo com o IBGE.

Goiás é o principal produtor do país, com 11400 hectares plantados, produzindo 958 mil toneladas, seguido por São Paulo que destina 11 mil hectares para o fruto, produzindo 753 mil toneladas e Minas Gerais que destina 10 mil hectares para a produção de 746 mil toneladas de tomate.

Ao mesmo tempo, a produção do tomate é dificultada por uma série de fatores bióticos e abióticos, tornando o custo de produção dessa cultura muito elevado. De acordo com a revista Hortifruti Brasil de junho de 2017, que levantou o custo de produção para as principais regiões produtoras do país, o custo de produção do tomate de mesa (maior valor agregado) vai de 90 a 100 mil reais por hectare, dos quais o custo com defensivos agrícolas vai de 10 a 16%.

Outro ponto importante é a crescente pressão do consumidor em comprar alimentos sem resíduos de pesticidas, além da pressão sobre a agricultura num âmbito mais sustentável, evitando aplicações excessivas. Desse modo, pesquisas vieram sendo feitas e desenvolveram-se técnicas de cultivo protegido para o tomate, que o mesmo visa controlar parcialmente ou totalmente os fatores que tanto afeta e sensibiliza a cultura do tomate, como por exemplo, a umidade relativa do ar e a temperatura, minimizando assim, o uso de defensivos agrícolas, e os danos na cultura, dessa forma, consumidores mais exigentes darão prioridade ao tomate cultivado com essa técnica.

O cultivo protegido, apesar do seu alto custo de implantação, vem sendo amplamente utilizado, visto que aumenta significativamente a produtividade e a qualidade do fruto, também uma vantagem que vale ressaltar, é a possibilidade de produção fora da safra, pois este método de cultivo permite mesmo em época que as condições climáticas não são favoráveis, simular as condições da época de safra.

Vale ressaltar que as técnicas estão cada vez ficando mais refinadas, e alguns exemplos de algumas inovações que o mercado proporciona para esta área são:

– Filme difusor de luz para minimizar a degradação da cultura.

– Suplementação com CO2 para aumentar a taxa fotossintética da planta.

– LED vermelho para aumento de rendimento do tomateiro.

Referências:

http://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons

http://www.hfbrasil.org.br/br/revista/acessar/completo/quanto-custa-produzir-hortalicas-nobrasil.aspx

ftp://ftp.ibge.gov.br/Producao_Agricola/Levantamento_Sistematico_da_Producao_Agricola_[mensal]/Fasciculo/lspa_201701.pdf